quinta-feira, março 17, 2005

Humble + Funk d' Jam no Refúgio das Freiras

Foi um pequeno Refúgio para muita gente que recebeu um mini-festival.

Funk d' Jam

A noite começou com os Funk d' Jam (abreviatura de Funk d' Jazz d' Blues d' Soul d' Hip Hop d' Jam, digo eu), num ambiente que parecia familiar (toda a gente se conhecia), que souberam animar os presentes. Um grupo de seis jovens que brincavam maravilhosamente com os seus instrumentos (oh, como aqueles metais soavam a Tom Waits), e uma jovem com uma voz deliciosa (you have the right, but your not wrong), mostraram-nos como ele veêm temas como "Problema de Expressão", "Summertime" ou "Fell In Love With A Boy", sempre em registo muito Soul e Funk sem esquecer o Jazz, o Blues, e até deu tempo para um cheirinho a Hip-Hop. É daquelas bandas perfeitas para animar aquelas noites em que estamos com uns amigos num bar, e nos dá uma enorme vontade de ouvir boa música.
Aviso: Não esquecer este nome - FUNK D' JAM.

Humble


Os Humble são novos velhos conhecidos. O giradiscos já se tinha cruzado com eles, há cerca de um ano, e já foram sugestão no Keine. Foi preciso esperar pelas 2h da manhã para os ver tocar, mas valeu a pena. Os sons animados dos Humble dão uma enorme vontade de pular (aquela mesa estava mesmo mal à minha frente), e se levarmos umas músicas na bagagem, até dá para cantar no refrão. Foi pena o vocalista não estar a 100%, o que obrigou a que o concerto fosse mais curtinho do que se esperava, mas é de saudar a disponibilidade. Mesmo com a voz a falhar, tocaram mais duas músicas a pedido dos resistentes que foram para casa satisfeitos. Para a posteridade, fica aqui o alinhamento (obrigado Angelo):

Under the pain
Surf down the river
So long
Even I say
Ma kassoa (the one)
Girl
Hope your not recording me
Happy means empty
Think twice
Take my soul
Gui first

PS: Eles andem aí. Sexta, dia 18 na FCT, no Monte da Caparica, e domingo, dia 20, no Pavilhão do Casal Vistoso (Areeiro)

Texto: J/Foto: Humble

terça-feira, janeiro 18, 2005

Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra no Coliseu dos Recreios (17/01)

Já alguma vez viram o filme "Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra"? Conta a história de 9 amigos, que se encontram fechados no subterrâneo de Belgrado, numa cave, durante 50 anos. Para passarem o tempo, constroem sons que lhes alimentam a alma, com os seus instrumentos artesanais. Quando decidem regressar ao mundo exterior, ficam desiludidos com o que encontram.



Como a música não dá alimento, dedicam-se ao contrabando, disfarçado de velharias, mas acabam envolvidos com gangsters que não perdoam dívidas em atraso, e para salvarem a pele, formam um banda que toca em funerais de mortos, que não estão mortos, e em casamentos arranjados.



Com a ajuda de dois gatos (um preto e um branco), fogem para uma vila, perto da fronteira entre a Bósnia e a Sérvia, e empregam-se na construçao da linha de caminho de ferro, que ligaria estes dois países. Quando tudo parecia correr bem, rebenta uma guerra civil que ameaça quebrar a amizade dos 9 músicos. Mas estes, nas suas diferenças, e na sua diversidade (Croatas, Bósnios, Sérvios, etc...), encontram a força para transformar a sua vida, e a dos que os rodeia, num milagre.



Durante todo o filme está presente uma multidão que, em pano de fundo, salta e pula ao som da música dos 9 amigos, e que se apaixona com as suas histórias.

O filme esteve ontem em exibição no Coliseu dos Recreios.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Mão Morta no Fórum Lisboa (15/01)



Os Mão Morta abriram as hostilidades em 2005. Abriram também a programação de música portuguesa no Fórum Lisboa. E abriram muito bem, ambas.

Embora eu seja avesso a ver concertos sentado, as escolhas da banda assentaram bem na sala que os recebeu. Sala essa que esteve bastante perto da lotação esgotada, com um lufa-lufa de entra e sai durante os primeiros minutos de Gumes, tema de abertura do último disco, e de todas as últimas actuações.

O concerto não foi tão "explosivo" como os do Festival Tejo e das Noites de Ritual Rock (pular sentado não é fácil), mas a actuação da banda deixou satisfeita a plateia. O álbum "Nus" foi totalmente revisitado, e pelo meio teve a companhia de temas de, entre outros, "Mutantes S.21", "Há Já Muito Tempo..." e "Primavera de Destroços".

Enfim, foi uma boa maneira de começar o ano.

Texto: J / Foto: O Puto da Objectiva

terça-feira, janeiro 04, 2005

Mark Lanegan Band

Se os discos descobertos nas primeiras luzes de 2005 ainda contarem, este é o meu Disco do Ano para 2004.


terça-feira, dezembro 14, 2004

Nuno.Nico



Nuno.Nico nas Noites Ritual Rock 2004, 27 Agosto 2004

Baby steps

O giradiscos e o pilha-livros, já se sabe, têm passado por um mau bocado, tendo em conta o escasso número de posts publicados nas últimas semanas (nos últimos meses...). Este e aquele motivo, aquela e a outra falta de tempo, impossibilitaram que o giradiscos continuasse a ser o que tinha sido até ao final de Agosto.

A cada vez maior especialização livresca faz com que o pilha já esteja em pleno processo de ressurreição (qual milagre do senhor Gutenberg), mas deixa um amargo de boca. Afinal, onde está a paixão pela música?

Regressemos então. Com pequenos passos.

sábado, novembro 20, 2004

sexta-feira, outubro 01, 2004

Comunicado

A gerência deste estabelecimento vem por este meio assegurar que, apesar dos fracos sinais de vida dados nas últimas semanas, o mesmo continua vivo e (espera-se) de boa saúde. Continuamos abertos (salvo seja) a visitas, comentários e colaborações, na esperança de um futuro melhor (e de um mundo melhor), em que o tempo (e o €) chegue para todas as encomendas (até para ir passar um mês à Islândia). Enquanto isso cá vamos andando, umas vezes melhor, outras pior, na paz do senhor, e da senhora.

Obrigado pela preferência :)

segunda-feira, setembro 20, 2004

quarta-feira, setembro 01, 2004

Ritual Rock 2004: dia 1

Fritz Kahn


Jardins do Palácio de Cristal (Porto), 27 Agosto 2004

quarta-feira, agosto 25, 2004

Noites Ritual Rock 2004



Juntem-se a nós no próximo fim-de-semana, para mais duas noites de concertos, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto.

Sexta-feira, dia 27: Clã, Pluto, The Legendary Tiger Man, Fat Freddy, Jorge Cruz, Nuno.Nico, Fritz Kahn.
Sábado, dia 28: Mão Morta, Zen, Blunder, X-Wife, Matozoo, NBC, Capull.

Até lá :)

quinta-feira, agosto 19, 2004

Mão Morta - nus

Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...


Sem o saber, estive muito tempo à espera deste álbum. Entrar nessa estrada de carne viva a caminho do destino aventuroso. E de repente a vontade de entrar nas letras, de chegar à boca de palco, de viajar neste belo desconhecido, eterno reencontro.


O mundo é nosso vamos a ele

O mundo é nosso não há que ter medo

O mundo é nosso vamos com ele brincar



Mais estranho quando penso que nunca antes tinha ouvido um álbum de Mão Morta de princípio a fim. Nunca antes tinha estado perante eles em palco, à espera do assombro. O tempo chegou e trouxe vertigens de espanto, do que não pensava poder sentir ao som da língua portuguesa.



Tudo é negro menos os nossos olhos
que dardejam luz no estupor da montanha incendiada pelo sol levante
já os nossos risos nervosos
soltos na velocidade da paisagem
desfilam para trás num bater de asas aflito e assustado
e o velho saxofone
como sereia rouca em calores de perdição
num sobressalto de vagas repentinas
abafa o chiar dos pneus
imprimindo correrias loucas ao granito macio da estrada
com que o mar cava a areia até aos nossos pés.




Esta é apenas uma pequena homenagem, mutável mas sempre presente, aos Mão Morta e ao seu recente álbum Nus.



e uma forma de responder ao porco espinho: eles andem aí...

segunda-feira, agosto 16, 2004

Northern Sky

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

I've been a long time that I'm waiting
Been a long that I'm blown
I've been a long time that I've wandered
Through the people I have known
Oh, if you would and you could
Straighten my new mind's eye.

Would you love me for my money
Would you love me for my head
Would you love me through the winter
Would you love me 'til I'm dead
Oh, if you would and you could
Come blow your horn on high.

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

domingo, agosto 08, 2004

Make Like Paper

Leaves are turning brown
all over the ground
leaves make like paper
make like paper sounds


Mark Kozelek

quinta-feira, agosto 05, 2004

Mão Morta e Clã em Carviçais














Fotos: nunomexa@netcabo.pt.

quarta-feira, julho 28, 2004

Festival Tejo: dia 3

More Than A Thousand


Tara Perdida


Qwentin


Zen


Three And A Quarter


Ramp


Fonzie 


Mão Morta


Alinhamento:
Gumes
Budapeste (Sempre a Rock & Rollar)
Em Directo (Para a Televisão)
Sobe, Querida, Desce
Morgue
Estilo
Vertigem
Gnoma
Lisboa (Por Entre as Sombras e o Lixo)
Vamos Fugir
Anarquista Duval
Cão da Morte

Fotos de arquivo: More Than A Thousand, Zingadin.pt, Three and a Quarter, ramp, Fonzie, maomorta