terça-feira, dezembro 14, 2004

Nuno.Nico



Nuno.Nico nas Noites Ritual Rock 2004, 27 Agosto 2004

Baby steps

O giradiscos e o pilha-livros, já se sabe, têm passado por um mau bocado, tendo em conta o escasso número de posts publicados nas últimas semanas (nos últimos meses...). Este e aquele motivo, aquela e a outra falta de tempo, impossibilitaram que o giradiscos continuasse a ser o que tinha sido até ao final de Agosto.

A cada vez maior especialização livresca faz com que o pilha já esteja em pleno processo de ressurreição (qual milagre do senhor Gutenberg), mas deixa um amargo de boca. Afinal, onde está a paixão pela música?

Regressemos então. Com pequenos passos.

sábado, novembro 20, 2004

sexta-feira, outubro 01, 2004

Comunicado

A gerência deste estabelecimento vem por este meio assegurar que, apesar dos fracos sinais de vida dados nas últimas semanas, o mesmo continua vivo e (espera-se) de boa saúde. Continuamos abertos (salvo seja) a visitas, comentários e colaborações, na esperança de um futuro melhor (e de um mundo melhor), em que o tempo (e o €) chegue para todas as encomendas (até para ir passar um mês à Islândia). Enquanto isso cá vamos andando, umas vezes melhor, outras pior, na paz do senhor, e da senhora.

Obrigado pela preferência :)

segunda-feira, setembro 20, 2004

quarta-feira, setembro 01, 2004

Ritual Rock 2004: dia 1

Fritz Kahn


Jardins do Palácio de Cristal (Porto), 27 Agosto 2004

quarta-feira, agosto 25, 2004

Noites Ritual Rock 2004



Juntem-se a nós no próximo fim-de-semana, para mais duas noites de concertos, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto.

Sexta-feira, dia 27: Clã, Pluto, The Legendary Tiger Man, Fat Freddy, Jorge Cruz, Nuno.Nico, Fritz Kahn.
Sábado, dia 28: Mão Morta, Zen, Blunder, X-Wife, Matozoo, NBC, Capull.

Até lá :)

quinta-feira, agosto 19, 2004

Mão Morta - nus

Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...


Sem o saber, estive muito tempo à espera deste álbum. Entrar nessa estrada de carne viva a caminho do destino aventuroso. E de repente a vontade de entrar nas letras, de chegar à boca de palco, de viajar neste belo desconhecido, eterno reencontro.


O mundo é nosso vamos a ele

O mundo é nosso não há que ter medo

O mundo é nosso vamos com ele brincar



Mais estranho quando penso que nunca antes tinha ouvido um álbum de Mão Morta de princípio a fim. Nunca antes tinha estado perante eles em palco, à espera do assombro. O tempo chegou e trouxe vertigens de espanto, do que não pensava poder sentir ao som da língua portuguesa.



Tudo é negro menos os nossos olhos
que dardejam luz no estupor da montanha incendiada pelo sol levante
já os nossos risos nervosos
soltos na velocidade da paisagem
desfilam para trás num bater de asas aflito e assustado
e o velho saxofone
como sereia rouca em calores de perdição
num sobressalto de vagas repentinas
abafa o chiar dos pneus
imprimindo correrias loucas ao granito macio da estrada
com que o mar cava a areia até aos nossos pés.




Esta é apenas uma pequena homenagem, mutável mas sempre presente, aos Mão Morta e ao seu recente álbum Nus.



e uma forma de responder ao porco espinho: eles andem aí...

segunda-feira, agosto 16, 2004

Northern Sky

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

I've been a long time that I'm waiting
Been a long that I'm blown
I've been a long time that I've wandered
Through the people I have known
Oh, if you would and you could
Straighten my new mind's eye.

Would you love me for my money
Would you love me for my head
Would you love me through the winter
Would you love me 'til I'm dead
Oh, if you would and you could
Come blow your horn on high.

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

domingo, agosto 08, 2004

Make Like Paper

Leaves are turning brown
all over the ground
leaves make like paper
make like paper sounds


Mark Kozelek

quinta-feira, agosto 05, 2004

Mão Morta e Clã em Carviçais














Fotos: nunomexa@netcabo.pt.

quarta-feira, julho 28, 2004

Festival Tejo: dia 3

More Than A Thousand


Tara Perdida


Qwentin


Zen


Three And A Quarter


Ramp


Fonzie 


Mão Morta


Alinhamento:
Gumes
Budapeste (Sempre a Rock & Rollar)
Em Directo (Para a Televisão)
Sobe, Querida, Desce
Morgue
Estilo
Vertigem
Gnoma
Lisboa (Por Entre as Sombras e o Lixo)
Vamos Fugir
Anarquista Duval
Cão da Morte

Fotos de arquivo: More Than A Thousand, Zingadin.pt, Three and a Quarter, ramp, Fonzie, maomorta

terça-feira, julho 27, 2004

Festival Tejo: dia 2

Spelling Nadja
No dia anterior tínhamos ficado convencidos que o programa de concertos afinal tinha início marcado para as 21h30, meia hora depois do previsto. Daí que no Sábado, eram precisamente 21 horas, ainda passeássemos pelo recinto quando começámos a ouvir música (ao vivo) vinda do palco secundário. Logo acorremos para perceber que os Spelling Nadja já tinham iniciado a sua actuação,
que por momentos decorreu sem assistência.

Os poucos que ali se juntaram para acompanhar o anoitecer ao som deste sexteto só podem ter ficado maravilhados. Interpretando temas do seu álbum de estreia, "Winter Days", os Spelling Nadja cativam pelas canções quase de embalar, algures entre as histórias de desencontros nascidos da voz de Nádia e o cenário melancólico proporcionado pelos músicos que a acompanham. «Secret nights», «Given like a bless» e «I feel strange tonight» transportam-nos a esse mundo de sonhos e danças, que deixam no ar um "até à próxima".


Loto
Prosseguindo a digressão de promoção ao primeiro álbum , os Loto mostram-se agora com cinco elementos em palco e com o andamento de vários meses de estrada. Num alinhamento que deixou de fora «Good Feeling», todo o destaque foi para o álbum «The Club», e se havia quem ainda não conhecesse a onda musical destes jovens, um concerto destes elimina qualquer dúvida.

«Future Retro», «Disco Exotica» e «Back To Discos» levam-nos de volta ao disco-sound, toda a gente salta, toda a gente alegre, it's a «Celebration». E seria ainda por mais um pouco, mas a anunciada próxima canção ficou por tocar, já que por esta altura os Loto foram convidados a sair de palco. O espectáculo tem de continuar.




Hipnótica


Mesa


Plaza



Clã
À 2ª começa a tornar-se um padrão: depois de ter ficado deslumbrado com a actuação no Super Bock Super Rock, a esta não pode fugir o título de melhor de todo o Festival Tejo. Aqui pude finalmente vê-los com o espaço e tempo merecidos, assumindo a sua mais que natural posição de cabeças de cartaz. E que venha a concorrência, que este curioso Clã não tem medo de ninguém.


É certo que o povo ainda não conhece bem o último "Rosa Carne", mas isso não os intimida, e metem as suas músicas cá fora como se já as ouvíssemos pela 100ª vez, com o "Carrossel dos Esquisitos" a dar o tom de festa logo de início. "Madalena em Contrição", "Eu Ninguém" e "Uma Mulher da Vida" repetem o alinhamento do álbum e não deixam ninguém descansar, já que a seguir vem o momento alto da noite, quando todos começam a "Dançar na Corda Bamba" no que mais parecia um orgasmo colectivo. E ainda íamos a meio...

A maior surpresa (mesmo estando à espera sabe sempre a boa surpresa) veio dos Ornatos Violeta, quando do palco ouvimos as primeiras linhas de "Capitão Romance" e metade da assistência começa a cantar. Viva os Ornatos! Em festa até ao fim, com direito a 2 encores e um corajoso "Cáuboi Solidário" a fazer as despedidas, os Clã mostram-se no melhor momento de forma de sempre, e será um crime não passarem por eles na digressão que os vai ver por todo o país até Setembro. Por mim, até já :)

Alinhamento (com 2 encores):
GTI (Gentle, Tall & Intelligent)
Carrossel dos esquisitos
Curioso Clã
(?)
O Problema de Expressão
Madalena em contrição
Eu ninguém
Uma mulher da vida
Dançar na Corda Bamba
H2omem
Sangue Frio
Capitão Romance (Ornatos Violeta)
Aqui na Terra
Competência para amar
Fahrenheit
Crime passional
O Sopro do Coração
Topo de gama
Caubói Solidário



Fotos: Tony, Dracul & Corvo; Rapariga do Mercado Negro (2ª Loto).

segunda-feira, julho 26, 2004

Festival Tejo: dia 1

ZedIsANeonLight


Coube aos ZedIsANeonLight abrir o Festival Tejo. E a escolha dificilmente seria melhor. Com meia hora de atraso e com o ainda pouco público a cirandar pelo recinto, os ZedIsANeonLight abriram com «C.A.T.S.» e «Give You My (Love)» para que se espalhassem sons familiares que trouxessem espectadores para a boca do palco. E a fórmula resultou.  Quando este chamamento terminou, a banda já tinha audiência para apresentar três temas novos, que soaram ainda mais dub e frenéticos que o primeiro álbum. E a recepção a esta antevisão a um futuro 2º disco foi bastante positiva. O público dançou, aplaudiu e pareceu extremamente agradado. Como forma de agradecimento, os ZedIsANeonLight voltaram ao familiar, e terminaram a actuação com «Romeros», ainda a tempo de o público dirigir-se ao palco principal e gozar Dealema.

O grande destaque vai para o acompanhamento que um dançarino/bailarino (será ele o Zed?) deu à banda, em palco, durante grande parte do concerto. Com um olhar e movimentos alucinados, ele deu um espectáculo dentro do espectáculo.

Dealema

Os Dealema tiveram a responsabilidade de inaugurar o palco principal do Festival, quando ainda não estavam muitas pessoas no recinto, num dia em que grande parte do público que ali se dirigiu o fez para ver e ouvir os cabeças de cartaz.
Mesmo assim, e como lhes é reconhecido, conseguiram animar e pôr a mexer todos os que ali se encontravam, afirmando-se e confirmando-se como mestres do hip-hop vindo do Norte, de sotaque marcado e personalidade vincada.

Foram eles os primeiros a lembrar Carlos Paredes, assim como muitas outras bandas o fizeram ao longo do Festival, aqui homenageado através de «Fado Vadio». Como já vem sendo habitual, os espectáculos dos Dealema trazem um brinde, e Marta Ren (vocalista dos Sloppy Joe) subiu ao palco para acompanhar os 4 MC's em 2 músicas. O colectivo teve ainda oportunidade de apresentar uma música nova, já em encore, com um "façam barulho!" repetido até à exaustão, o público a retribuir e a dar como ganho o início de noite, depois da festa que os Zedisaneonlight já tinham dado anteriormente.


Plástica


Quando voltei a olhar para o palco secundário fiquei alguns minutos a tentar decidir onde encaixar aquelas quatro figuras. Se não soubesse que eram os Plastica, diria que era alguma «All-Star Band», que reunia elementos de quatro bandas diferentes, principalmente o baixista, que parecia perdido no heavy-metal late eighties, e o vocalista, que parecia acabadinho de sair de um teledisco dos Primal Scream. Ainda assim, esperei para ver se os Plastica soavam melhor ao vivo do que no leitor lá de casa. Não soaram.

A banda apresenta um som muito brit, user-friendly, com riffs «pseucadélicos» e refrões básicos, e uma voz de "não-sei-se-quero-ser-Liam-Gallagher-ou-Richard-Ashcroft", e uma passividade muito irritante. Ainda assim, o público (aquele que estava lá bem à frente) parece ter gostado da actuação, que contou com temas do novo álbum, como «Bugs & Astronauts», «Radio Energy» ou «Around», e no fundo, isso é que interessa, que haja alguém que goste.

Yellow W Van



Loosers
Quando no final da 2ª música, vimos um técnico de som a fazer indicação aos músicos que apenas iam tocar mais uma, ficámos tão surpreendidos como aliviados. Ainda agora não sabemos a que se deveu tal decisão: o atraso de uns 40 minutos no alinhamento das bandas não justificaria tanto; daí a (não existente) reacção do público aos sons que se iam ouvindo ter ficado como a explicação mais plausível, mas apresente-se quem saiba dizer mais.

Os Loosers dizem-se possuidores de um som «embebido de distorção e dissonância dançante». Eu diria que é apenas isso.
O erro de casting do Festival.


Xutos & Pontapés


Alinhamento:
- Pr'a Ti Maria
- À Minha Maneira
- Desejo
- Pequeno Pormenor
- Zona Limite
- Mãe
- Enquanto a Noite Cai
- O Jogo do Empurra
- O Mundo ao Contrário
- As Cartas de Maria
- Circo de Feras
- Não Sou o Único
- Ai Se Ele Cai
- Vida Malvada
- Dia de S. Receber
- Chuva Dissolvente
- Homem do Leme
- Contentores
- A Minha Casinha

Texto: J (ZedIsANeonLight, Plastica, Xutos & Pontapés), Dracul (Dealema, Loosers) / Fotos de arquivo: Zona Música, Dealema, Rui M Leal, Yellow movement, Loosers, Xutos & Pontapés.

sexta-feira, julho 23, 2004

A caminho da Valada















Vemo-nos lá :)


O Festival Tejo em destaque na rádio giradiscos.pt.


quinta-feira, julho 22, 2004

The Ultimate Architects, 2 Julho, Santiago Alquimista

Faz já amanhã três semanas que os The Ultimate Architects deram um concerto no Santiago Alquimista, a que o giradiscos teve o prazer de assistir. Mesmo não tendo sido possível apresentar uma reportagem em tempo útil, fica aqui o registo de mais um espectáculo da banda que continua a promover o seu último EP, "Elevata".

 

O destaque vai para a apresentação de um tema novo, "King" (e do vídeo correspondente), e para a já habitual versão de "Transmission", dos Joy Division, entre músicas dos dois EP's da banda. Foi um concerto intimista, com uma audiência inicial constituída por muitos amigos e conhecidos da banda, mas que foi crescendo ao longo do espectáculo.

Alinhamento:
intro + Run
Neon Moon
Relentless Misgivings
Someone
Nebula
Esthamine
King
The Pain
Amber
Transmission
Endorphine
--------------
Someone

Esta semana surgiu a confirmação da presença dos The Ultimate Architects no Festival Sudoeste deste ano, mais precisamente no dia de encerramento (8 de Agosto), com actuação marcada para o palco Planeta Sudoeste por volta das 17h00.

Texto: Dracul / Fotos: The Ultimate Architects, Rui M Leal.